A temporada de reprodução de pinguins na Antártida deixou apenas dois sobreviventes - entre milhares de filhotes. As aves típicas da região, chamadas pinguim-de-adélia, tiveram mais dificuldades para encontrar alimento, segundo especialistas, e acabaram morrendo.
Os grupos de preservação ambiental fizeram um alerta nesta sexta-feira após divulgarem a morte dos filhotes para que medidas urgentes sejam tomadas em uma nova área de proteção marinha no Leste da Antártida - de forma a proteger a colônia que tem cerca de 36 mil pinguins adultos.
A Worl Wildlife Fund (WWF) explica que uma simples proibição da pesca de camarões e outros crustáceos na área eliminaria a concorrência e ajudaria a garantir a sobrevivência das espécies antárticas, incluindo os pinguins.
A ONG tem apoiado pesquisas na região juntamente com cientistas franceses que monitoram os números de pinguins por ali desde 2010.
A ideia sobre uma nova área de proteção será discutida em um encontro na próxima segunda-feira com a Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos da Antártida Marinha (CCAMLR na sigla em inglês).
Essa comissão é formada por 25 membros e tem a participação da União Europeia.
"Esse acontecimento horrível contrasta com a imagem alegre que as pessoas têm dos pinguins", afirmou Rod Downie, chefe de programas polares na WWF.
"O risco de abrir essa área para pescas exploratórias de camarões - algo que representaria uma competição por alimentos com os pinguins da região - seria impensável, principalmente depois de duas temporadas catastróficas de reprodução nos últimos quatro anos", afirmou.
A última temporada de reprodução que terminou de maneira trágica com a morte de todos os filhotes foi em 2015.
"A CCAMLR precisa agir agora adotando uma nova área de proteção marinha para as águas do Leste da Antártida para proteger a casa desses pinguins", finalizou.
BBC
