UNICAMP PROVA QUE TIRZEPATIDA DO PARAGUAI FUNCIONA - ANVISA do Governo Lula beneficia dona do "Mounjaro" a troco de quê? - Jornalismo e Cultura

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04/07/26

UNICAMP PROVA QUE TIRZEPATIDA DO PARAGUAI FUNCIONA - ANVISA do Governo Lula beneficia dona do "Mounjaro" a troco de quê?

 

Eu tenho avisado e mostrado insistentemente a SACANAGEM da ANVISA com os brasileiros, no que se refere a Tirzepatida, com várias matérias VERÍDICAS:

ANVISA proíbe Gluconex e Tirzedral e reacende debate sobre acesso a tratamentos no Brasil 
 
Proibição da tirzepatida do Paraguai pela ANVISA pode impactar a tentativa de reeleição de Lula 
 
"Burrocracia" que Adoece: Justiça Derruba Muro da Anvisa e Libera Importação de Tirzepatida 
 
Exército do governo Lula vai para Foz do Iguaçú na guerra contra a tirzepatida (Mounjaro do Paraguai)
 
Justiça Intervém Contra Anvisa de Lula, Que Protege a Big Pharma e Condena Milhões de Obesos ao Mercado Clandestino 
 
Como a ANVISA do governo LULA Condena Milhões à Obesidade e outras doenças para "Proteger o Monopólio do Mounjaro" 
 
DERROCADA DA MENTIRA DA ANVISA - Documentos Oficiais Expoem Bloqueio da Anvisa à Tirzepatida Importada e Manutenção de Monopólio Bilionário 
 
Mounjaro para Poucos: A “Relação Sombria” entre a ANVISA de Lula e Eli Lilly que Atropela o Direito à Saúde 
 
Enquanto a ciência comprova a eficácia de alternativas mais baratas, a autarquia federal se apega ao preciosismo burocrático, blindando o monopólio da Eli Lilly e punindo o bolso do cidadão de baixa renda.

Uma análise química independente realizada por pesquisadores do prestigiado Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) da Unicamp acendeu o pavio de um debate incômodo que Brasília tenta abafar. Utilizando três técnicas laboratoriais de ponta — cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC-DAD), espectrometria de massas de alta resolução (LC-HRMS) e dicroísmo circular —, os cientistas constataram: cinco medicamentos paraguaios para emagrecimento (Tirzedral, TG, Lipoless, Tirzec e Gluconex) contêm, sim, o princípio ativo tirzepatida, com estrutura molecular idêntica à do famoso e caríssimo Mounjaro.

Mais do que uma descoberta científica, o laudo da Unicamp funciona como uma peça de acusação contra a inércia do governo Lula e a postura historicamente protecionista da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Em vez de o governo agir para acolher, testar e acelerar a regularização de alternativas acessíveis vindas do Mercosul, a máquina pública prefere tratar o caso como mera questão de polícia. Quem tenta escapar dos preços abusivos praticados no Brasil é empurrado para a ilegalidade, sob o risco de responder por contrabando ou receptação.

O Preço do Monopólio: A barreira que exclui os mais pobres

A disparidade econômica desenhada por essa "reserva de mercado" institucionalizada é violenta. No Brasil, o tratamento oficial contra a obesidade virou privilégio de castas econômicas.

  • O peso do bolso: Uma caixa do Mounjaro oficial (da gigante norte-americana Eli Lilly) contendo quatro ampolas de 15mg custa cerca de R$ 3.499,00 nas farmácias brasileiras.

  • A alternativa barrada: No mercado paralelo alimentado por laboratórios paraguaios (como Catedral, Indufar, Eticos, Quimfa e Lasca) — todos devidamente registrados e autorizados pela Dinavisa, a autoridade sanitária paraguaia —, o equivalente às mesmas quatro ampolas de 15mg do produto similar custa entre R$ 850,00 e R$ 1.295,00.

Ao ignorar a possibilidade de acordos de cooperação técnica ou de uma via rápida de avaliação para medicamentos de países vizinhos, a Anvisa garante, na prática, a exclusividade comercial da Eli Lilly. Sob a justificativa técnica de que faltam análises de "esterilidade microbiológica e metais pesados", a agência prefere a proibição total e cega a criar uma força-tarefa que pudesse auditar esses laboratórios e oferecer uma saída barata para a saúde pública.

 

Preço Médio do Tratamento com Tirzepatida (Dose de 15mg)

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Mounjaro (Eli Lilly - Brasil)   |  R$ 3.499,00

Genéricos/Similares (Paraguai)  |  R$ 850,00 - R$ 1.295,00

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* Nota: Versões paraguaias possuem registro válido na Dinavisa.

 

 

Discurso Social, Prática Corporativa: O silêncio de Brasília

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que historicamente surfa na bandeira do acesso popular à saúde e do fortalecimento do SUS, adota um silêncio cúmplice diante do lobby das grandes multinacionais farmacêuticas. A obesidade é uma doença crônica que afeta severamente as populações de menor renda no Brasil, mas o Ministério da Saúde assiste passivamente à barração de medicamentos do Mercosul sem mover uma palha para submetê-los aos crivos necessários de forma célere.

A resposta padrão da Anvisa diante do estudo da Unicamp beira o cinismo regulatório. A agência alega que exames laboratoriais isolados abrem margem para "falsos positivos" e que o reconhecimento mútuo de registros entre os países não é automático. O que a autarquia não explica é o porquê de sua máquina burocrática ser tão ágil para validar patentes de gigantes americanas e tão lenta para construir pontes que barateiem a vida do trabalhador brasileiro.

"Não há garantia sobre a pureza nem sobre a estabilidade", repetem em coro as entidades médicas alinhadas ao status quo e a própria Eli Lilly, que correu para desmerecer o achado científico alegando que "identificar o componente nada diz sobre como o medicamento foi produzido".

Os Riscos Reais de um Estado Omissor

É evidente que o mercado informal traz perigos que não podem ser camuflados. O próprio estudo da Unicamp revelou que o medicamento paraguaio Gluconex apresentou uma concentração de tirzepatida 60% maior do que a estampada no rótulo. Em termos clínicos, o paciente que se automedica com esse lote corre riscos severos de hipoglicemia e complicações gastrointestinais agudas. Os outros quatro laboratórios vizinhos mantiveram a oscilação dentro do limite padrão de 20% aceito pela indústria.

No entanto, esse descontrole de dosagem de uma das marcas é o sintoma, não a causa. O mercado informal e o contrabando via redes sociais (Instagram, TikTok e WhatsApp) só prosperam porque o Estado brasileiro criou um vácuo de acessibilidade. Ao proibir sem critérios de transição e ao se recusar a capitanear um processo transparente de regulação e adequação desses laboratórios estrangeiros mais baratos, o governo vira as costas para a realidade.

Punir o consumidor com penas de dois a seis anos de prisão por receptação não vai conter a busca pela cura da obesidade. Enquanto a Anvisa funcionar como um cartório de luxo para as multinacionais e o Palácio do Planalto mantiver sua inércia conveniente, o cidadão comum continuará refém: ou paga o equivalente a três salários mínimos por mês para emagrecer legalmente, ou arrisca a saúde e a liberdade na fronteira.