Pesquisa Big Data Flávio 45% e Lula 44% - O Empate Técnico e a Batalha Feroz Pelo Voto Útil em 2026 - Jornalismo de Opinião

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24/09/26

Pesquisa Big Data Flávio 45% e Lula 44% - O Empate Técnico e a Batalha Feroz Pelo Voto Útil em 2026

 

A nove dias do primeiro turno, o cenário eleitoral brasileiro virou uma disputa apertada. A pesquisa Real Time Big Data desta quinta-feira (24) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44% em um eventual segundo turno. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, a situação configura um empate técnico absoluto. Brancos e nulos somam 8%, enquanto 3% dos entrevistados não sabem ou não responderam. Diante desses números, as campanhas mudaram o foco e iniciaram uma operação de resgate de votos.

O alvo principal agora é o voto útil. Funciona de forma bem simples: o eleitor percebe que seu candidato não tem força para avançar ao segundo turno e decide votar no nome mais forte do seu campo político. A intenção é definir a eleição o mais rápido possível ou tentar barrar o rival. Uma pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg confirmou esse esvaziamento dos candidatos menores. Lula subiu de 44,1% para 45,8%, e Flávio foi de 41,7% para 43,4%. Nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) perderam eleitores. Apenas Lula e Flávio já concentram quase 90% das intenções de voto.

 

Flávio 

A campanha de Flávio Bolsonaro age abertamente para atrair esse eleitorado da direita e da centro-direita. O candidato promoveu uma transmissão no YouTube com aliados de peso, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a senadora Tereza Cristina, pedindo pragmatismo aos eleitores. A matemática do PL faz sentido. Dados recentes do Datafolha mostram que 43% dos eleitores de Cury, Caiado, Renan Santos e Zema migrariam para Flávio num confronto direto contra Lula. O petista herdaria apenas 30% desse grupo, e outros 26% anulariam ou votariam em branco.

 

Lula 

No comando da campanha petista, a preocupação aumentou. O partido projetava chegar a este momento com uma margem expressiva sobre o adversário, mas encontra Flávio numericamente à frente em alguns levantamentos, com tendência de alta. Para segurar o impacto, o PT adotou ações rápidas de contenção:

  • A prioridade é combater a abstenção entre os eleitores de menor renda, que formam a principal base de apoio de Lula.

  • O presidente intensificou as agendas de rua nos estados, focando no Rio de Janeiro, Alagoas e Pernambuco.

  • A campanha ativou um espaço em São Paulo dedicado exclusivamente ao recrutamento de voluntários.

A Real Time Big Data também testou o atual presidente contra outros nomes. Lula empata exatamente com Caiado (ambos com 44%) e tem empate técnico contra Augusto Cury (44% a 43%). O petista ganha com margem maior apenas de Zema (45% contra 39%) e de Renan Santos (44% contra 38%). O instituto ouviu 2.000 eleitores por telefone e recrutamento digital, entre 19 e 23 de setembro.

 

ONU 

Fora dos números, há um cálculo internacional na mesa. Após discursar na ONU, Lula demonstrou alívio ao notar que Donald Trump ainda não fez movimentos práticos para influenciar a eleição no Brasil. Mesmo assim, o governo mantém a vigilância sobre as redes sociais. O PT avalia que garantir um resultado forte já no primeiro turno é a melhor blindagem contra interferências estrangeiras.

Com a eleição no limite, o clima interno do PT esquentou. Parte da equipe exige que Lula pare de tratar Flávio apenas como uma extensão de Jair Bolsonaro. Eles pedem uma postura mais agressiva e ataques diretos ao senador do PL, argumentando que o discurso focado apenas na soberania já perdeu a força. A reta final cobra decisões rápidas de todos os lados.

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