Disputa Pelo Senado no Paraná Está "Embolada" e Tem Alto Índice de Indecisos - Jornalismo de Opinião

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24/09/26

Disputa Pelo Senado no Paraná Está "Embolada" e Tem Alto Índice de Indecisos


A corrida eleitoral de 2026 para o Senado no Paraná se mostra imprevisível e acirrada. Neste ano, os eleitores precisam escolher dois candidatos diferentes para preencher as duas vagas abertas no estado, e a pesquisa Quaest, divulgada recentemente, revela um cenário de grande indefinição.

O dado mais impressionante vem da pesquisa espontânea, onde os eleitores precisam lembrar de um candidato sem a ajuda de uma lista: 76% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar. Esse número, embora alto, representa uma queda significativa em relação aos 90% registrados em agosto, indicando que a campanha começou a surtir algum efeito.

Quando os nomes dos candidatos são apresentados (pesquisa estimulada), o cenário clareia um pouco, mas a divisão dos votos é pulverizada. Alexandre Curi (Republicanos) lidera com 14% das intenções de voto totais (somando primeira e segunda opções), seguido de perto por um empate triplo entre Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL) e Gleisi (PT), todos com 10% ou 11%.

A Dinâmica da Dupla Escolha

A obrigatoriedade de votar em dois candidatos diferentes adiciona uma camada de complexidade à eleição. Analisando as vagas separadamente, Curi mantém a liderança para a 1ª vaga (18%), com Dallagnol (16%) e Gleisi (16%) na cola. Já para a 2ª vaga, Filipe Barros desponta na frente (12%), seguido por Curi (9%). O alto número de indecisos para a segunda vaga (35%) demonstra que muitos eleitores já definiram seu favorito, mas ainda hesitam na segunda opção.

Rejeição Pode Definir o Jogo

A pesquisa também mediu o índice de rejeição dos candidatos, um fator crucial em disputas tão acirradas. Gleisi Hoffmann (PT) e Dr. Rosinha (PT) lideram essa estatística indesejada. Mais da metade dos eleitores (56%) afirmam que conhecem Gleisi e não votariam nela de jeito nenhum. Dr. Rosinha enfrenta rejeição de 39%.

Por outro lado, Alexandre Curi apresenta o maior potencial de crescimento: 40% dizem que o conhecem e votariam nele, o maior índice entre os candidatos. Deltan Dallagnol e Filipe Barros também apresentam potencial interessante, ambos com 27% de intenção de voto entre os que os conhecem, e com margem para se tornarem mais conhecidos pelo eleitorado.

Situações Jurídicas e Cenário Aberto

A pesquisa reflete o momento atual, com todos os pré-candidatos incluídos. É importante ressaltar que Deltan Dallagnol está com a campanha suspensa por liminar e Marcelo Marcelino teve a candidatura indeferida, embora ambos sigam concorrendo enquanto aguardam decisões judiciais.

Faltando pouco tempo para as eleições de 4 de outubro, 42% dos eleitores afirmam que ainda podem mudar o voto, o que significa que o jogo está longe de terminar. A campanha nas ruas e nas redes sociais será decisiva para conquistar o eleitor paranaense e garantir uma vaga no Senado.

Metodologia da Pesquisa

A Quaest ouviu 804 eleitores no Paraná entre 20 e 23 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é PR-02802/2026.

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