O caos político brasileiro encontrou um novo palco. Uma mentira requentada sobre Nossa Senhora Aparecida expôs a engrenagem letal que move as eleições de 2026. De um lado, uma máquina de desinformação operando a todo vapor. De outro, um Supremo Tribunal Federal que abandonou a Constituição para atuar como árbitro de torcida. O episódio envolvendo Flávio Bolsonaro, o PT e os ministros Flávio Dino e André Mendonça é um retrato didático de como o judiciário perdeu o pudor.
A Santa
Tudo começou com um erro jornalístico bizarro. A GloboNews ressuscitou um projeto de lei de 2007, já arquivado, que propunha retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A emissora recuou e pediu desculpas logo depois. Tarde demais. A militância petista capturou a falha e fabricou uma narrativa associando o absurdo ao candidato Flávio Bolsonaro. Em menos de três dias, as redes sociais foram inundadas por quase um milhão de postagens falsas.
O STF
Aqui entra o verdadeiro escândalo. A Justiça Eleitoral, acionada para conter a mentira, agiu rápido. O ministro André Mendonça mandou derrubar 1.125 publicações que propagavam a fraude. Era o movimento esperado para frear um ataque sem base na realidade. No entanto, o ministro Flávio Dino decidiu atropelar a decisão do colega de forma monocrática.
Dino usou a justificativa da liberdade de expressão para manter no ar uma campanha de difamação. O argumento beira o ridículo. Ele alegou que não era possível provar que o termo "família miliciana", usado em uma das postagens do humorista Antonio Tabet, se referia a Bolsonaro. A hermenêutica virou piada. Um ex-ministro da Justiça de Lula, colocado no STF por sua admitida "cabeça política", agiu descaradamente para proteger a rede que beneficia seu padrinho político.
Para entender a gravidade dessa rinha de toga, preste atenção nestes pontos centrais:
A falência da imparcialidade: O STF julga com os olhos voltados para as urnas. As decisões dependem de quem é o alvo e não do que dita a regra do jogo.
O cinismo da liberdade de expressão: Ministros que outrora censuraram jornalistas e perfis de oposição agora invocam o sagrado direito de fala para blindar aliados políticos que espalham fake news.
O uso da fé como arma: Flávio Bolsonaro atirou no escuro ao acusar membros da CNBB de ajudar o PT na fraude. A instituição católica precisou vir a público negar envolvimento e lembrar o óbvio. Mentira não se combate com mentira. Transformar crenças religiosas em munição demonstra a total indigência de propostas reais.
O silêncio estratégico: Lula vai à TV condenar agressões religiosas, mas nos bastidores sua campanha lucra e comemora o desgaste do adversário calcado em uma invenção escancarada.
A Eleição
O eleitor é o grande perdedor. A arena pública está inundada por polêmicas inúteis que não resolvem o preço da comida no supermercado ou a falta de emprego. A disputa eleitoral virou uma fábrica de lama. E o sinal mais perigoso vem do topo. Quando a corte mais alta do país rasga a jurisprudência para fazer ativismo militante, a segurança jurídica evapora. O Supremo Tribunal Federal desenhado na Constituição ruiu. Restou apenas um tribunal onde a conveniência partidária dá a canetada final.

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