Reta Final Fervendo - Flávio 46% e Lula 45% Enquanto Washington Injeta Dólares no Debate sobre o STF - Jornalismo de Opinião

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01/10/26

Reta Final Fervendo - Flávio 46% e Lula 45% Enquanto Washington Injeta Dólares no Debate sobre o STF

 

 

Faltam pouquíssimos dias para a eleição presidencial de domingo, dia 4 de outubro, e o cenário político brasileiro atingiu temperatura máxima. A última pesquisa do instituto Real Time Big Data antes do primeiro turno mostra um empate técnico apertado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Para completar o clima de tensão, dados vindos do exterior adicionam um ingrediente inédito à disputa: o governo dos Estados Unidos destinou verbas para financiar grupos críticos ao Supremo Tribunal Federal.

O raio-x do primeiro turno

O levantamento do Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores em todo o país entre os dias 26 e 30 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-09503/2026.

Na intenção de voto para o primeiro turno, Lula aparece numericamente à frente, com 43%. Flávio Bolsonaro vem em segundo, marcando 39%. Como a margem de erro permite que a pontuação de Lula oscile entre 41% e 45%, e a de Flávio entre 37% e 41%, ambos estão no limite do empate técnico.

Os demais candidatos aparecem distante dos dois primeiros colocados:

  • Renan Santos (Missão): 4%

  • Escritor Augusto Cury (Avante): 3%

  • Ronaldo Caiado (PSD): 3%

  • Zema (Novo): 1%

  • Outros candidatos somados (Clariana Barão, Rui Costa Pimenta, Samara Martins, Edmilson Costa, Hertz Dias, Veterinário Wilson Grassi e Leonardo Avalanche): 1%

  • Votos brancos e nulos: 3%

  • Eleitores indecisos ou que não responderam: 3%

Projeções de segundo turno e a barreira da rejeição

Nas simulações de segundo turno, a disputa fica ainda mais apertada. No confronto direto entre os dois líderes, Flávio Bolsonaro passa à frente de forma numérica, marcando 46% contra 45% de Lula. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 4% não souberam responder.

Em outros cenários testados contra Lula, o atual presidente mantém os mesmos 45% de intenção de voto:

  • Contra Augusto Cury (44%)

  • Contra Ronaldo Caiado (43%)

  • Contra Romeu Zema (40%)

  • Contra Renan Santos (38%)

O grande gargalo para ambos os lados está no teto de rejeição popular. A pesquisa aponta um empate exato nesse quesito: 49% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, e exatamente 49% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro. Entre os demais nomes, Renan Santos acumula 43% de rejeição, seguido por Ronaldo Caiado com 39% e Zema com 34%.

Esse travamento nos números conversa diretamente com a percepção sobre a atual gestão federal. A aprovação do governo Lula está em 46%, enquanto a desaprovação chega a 52%. Na avaliação detalhada, 33% classificam a gestão como ótima ou boa, 21% consideram regular e 45% avaliam como ruim ou péssima.

Dólares americanos no debate institucional brasileiro

Paralelamente às pesquisas eleitorais, uma reportagem do jornal britânico The Guardian revelou detalhes sobre a liberação de US$ 176,9 milhões pelo Departamento de Estado americano, sob a gestão Donald Trump. A verba foi fatiada em 43 concessões internacionais ligadas a pautas conservadoras.

Uma dessas concessões chama atenção direta pelo impacto no Brasil. Trata-se de um repasse de US$ 1 milhão intitulado "Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil", destinado a financiar entidades da sociedade civil que questionam decisões e o que classificam como excessos do Supremo Tribunal Federal.

O movimento reflete o histórico recente de atritos entre o governo americano e o Judiciário brasileiro. No ano passado, a Casa Branca chegou a aplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, além de suspender temporariamente os vistos dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes. Embora essas sanções e restrições já tenham sido revogadas, aliados próximos de Trump mantêm ataques públicos à Suprema Corte.

Ex-assessor de Trump, Jason Miller publicou recentemente em suas redes sociais uma imagem gerada por inteligência artificial que mostrava Alexandre de Moraes usando uma tornozeleira eletrônica. Ele também compartilhou uma matéria do Financial Times sobre embates internos no STF que poderiam impactar as eleições.

Dentro desse mesmo pacote de verbas americanas, o maior valor repassado foi de US$ 40 milhões para a fundação Victims of Communism Memorial Foundation, além de US$ 2 milhões para o programa "Promovendo Aliados da Civilização Ocidental", voltado a grupos conservadores na Europa Oriental.

Com as urnas abrindo em poucas horas, o eleitor brasileiro se vê diante de um quadro polarizado ao extremo, onde cada ponto percentual e cada influência externa contam na definição do próximo presidente.

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